O superávit da discórida
Fiquei estupefato ao saber que meus alunos do primeiro ano do ensino médio nunca ouviram falar de superávit.
Aliás, um dos maiores pontos de discóridia entre o governo Lula e os petistas insatisfeitos com a condução da política macroeconômica realizada pelo superministro Palocci: A meta de superávit primário imposta pelo FMI.
Eu estou com a impressão que essa galera não assiste Jornal Nacional, só quer saber de TV FAMA.
Como meus queridos aluninhos nunca se depararam com o termo, e pasmem, nem sequer conseguiram encontrá-lo nos mais variados órgãos de imprensa, inclusive INTERNET, achei por bem listar alguns endereços para facilitar a vida de nossos amiguinhos:
http://www.investshop.com.br/artigo.asp?AREA=MER&ARTIGO=5783
http://www.estadao.com.br/economia/noticias/2004/mar/29/28.htm
http://br.news.yahoo.com/040401/5/j5vz.html
http://www.vermelho.org.br/diario/2004/0331/0331_palocci-senado.asp
http://www.universiabrasil.net/investnews/vernoticia.jsp?noticia=420416
Se o resultado das pesquisas não for satisfatório, clique no link do google ali do lado. Agora vê se não arranja mais desculpa esfarrapada pra não estudar, hein!?! Eu acho que com isso vocês já podem começar a fazer o trabalhinho de vocês.
Mãos à obra!
Aos alunos da 6a série do N. S. das Mercês
A saber: a matéria que cai na prova é sempre toda a matéria que estudamos depois da última prova. Só a reavaliação é que cai toda a matéria do bimestre.
Entendido?
Se está bom para ambas as partes, Mauro Maturana, aqui e agora!

Escrito por Mauro Maturana às 18:54
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
Cinema
A Paixão de Cristo
Ontem vi o filme A Paixão de Cristo. Não vou dizer que foi decepcionante porque já esperava por isso. Muito barulho por nada. Me fez lembrar de "A última tentação de Cristo", de Scorcese, que criou a maior polêmica, na época, e que eu achei que não tinha nada de mais.
Aliás, o que o filme de Gibson tem de mais é justamente uma coisa que já estamos acostumados a ver em 90% da produção cinematográfica norte-americana, que é o apelo comercial à violência exarcebada. O filme, inclusive, já começa com a traição de Judas. Ou seja, só tem sofrimento e pancadaria. Exatamente o que o Mel Gibson mais gosta, haja visto seu filme anterior, o vencedor do oscar Coração Valente. Além de tudo, o filme é chato. Imaginem um filme todo rodado em câmera lenta - e olha que é a mais pura verdade! A única coisa que merece aplausos e reconhecimento nesta produção é o cuidado com a reconstrução histórica da época, por exemplo: ao contrário de todos os filmes que já vi sobre a vida de Jesus Cristo, que são falados em inglês (idioma que Jesus e seus conterrâneos/contemporâneos nem sequer imaginaram conhecer um dia), Gibson realizou uma invejável pesquisa linguística para rodar um filme falado em Latim (pelos romanos) e em aramaico (uma antiga língua do ramo Semítico aparentada com o hebraico, considerada por muitos atualmente como uma língua morta) pelos judeus.
Para realizar tal façanha, Gibson foi orientado pelo Padre William Fulco, chefe da cadeira de Estudos Mediterrâneos na Loyal Mariamount University e um dos mais importantes especialistas do aramaico e das culturas Semíticas clássicas.
Um pouco mais de curiosidades históricas:
De acordo com as pesquisas realizadas pelos produtores do filme, houve uma época em que o Aramaico era a lingua franca de seu tempo, a língua da educação e do comércio usada em todo o mundo, mais ou menos do modo que o inglês é usado atualmente. No século VIII A.C., o uso do aramaico era bastante difundido desde o Egito à Ásia Maior até o Paquistão e era a principal língua dos grandes impérios da Assíria, Babilônia e mais tarde do Império Caldeu e do Império Governamental da Mesopotâmia. A língua também se espalhou pela Palestina, suplantando o hebraico como língua principal entre 721 e 500 A.C. Uma boa parte das leis judaicas foi formada, debatida e transmitida em aramaico.
Até a próxima!
Escrito por Mauro Maturana às 13:08
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|