Incêndio no Edifício Joelma

http://www.bombeirosemergencia.com.br/joelma.htm
Data: 01/02/1974 - Hora: 08:50
Local: São Paulo
Para quem não sabe, o incêndio no edifício Joelma, citado no post anterior, foi uma das maiores trajédias do tipo ocorrido no centro de São Paulo, no dia 1o de fevereiro de 1974. Ou seja, exatamente no dia do meu nascimento. Localizado na Avenida Nove de Julho, o edifício ardia em chamas e proporcionou cenas lamentáveis de horror, piores que a de cinema americano - Inferno na Torre. Pelos aparelhos de TV os espectadores assistiam 179 pessoas morrerem, ou queimadas pelo fogo, ou se jogando pelas janelas, de um prédio de 26 andares. Minha mãe, de resguardo do parto, era "poupada" das notícias. Parentes procuravam afastá-la da televisão ou rádios que noticiassem o fatídico episódio. Inútil. Como nós sabemos, sempre que ocorrem esses desastres os meios de comunicação não fazem outra coisa se não inundar nossos olhos incessantemente com essas tristes imagens. As equipes de resgate acabaram por detectar falhas incríveis de segurança básica, como ausência de escadas de emergência, de alarme manual ou automático que permitisse um rápido abandono do prédio pela população e acionamento do corpo de bombeiros. Além do fato de internamente, nos escritórios, a compartimentação interna era feita por divisórias de madeira e o forro era constituído por placas de fibra combustível fixadas em ripas de madeira e a laje-piso era forrada por carpet, o que facilitava a rápida propagação do fogo. Essas falhas na segurança do prédio serviram de lição para que os prédios atuais contem com todo um planejamento de segurança contra incêndios. Mas as nossas cidades ainda contam com inúmeros prédios antigos que não possuem um sistema apropriado de segurança.
Categoria: Evento
Escrito por Mauro Maturana às 12:39
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1o de fevereiro
"Quando fevereiro chegar, vamos pra rua dançar, é pouco tempo pra tanta ilusão..." (Humberto Effe)
Este é um mês muito importante pra passar em branco. Além de conter a maior festa popular do planeta, ele é inaugurado pela comemoração do meu nascimento, fato ocorrido há 31 anos atrás, no mesmo dia em que ocorria um inacreditável incêndio no edifício Joelma, em São Paulo. Ninguém imaginaria, àquela época, que 23 anos depois esse nome viria a fazer parte da minha vida, agora desacompanhado de qualquer vestígio de tristeza. Ao contrário do edifício, a caixinha de recordações que ainda estou montando (e que todos nós montamos ao longo de nossas vidas) está repleta de boas lembranças, e em grande parte, devido a esta espetacular criatura, que há exatos 8 anos tem me ajudado nessa tarefa. No último dia 11 eu e Joelma comemoramos oito carnavais. Ela, sim, eu posso dizer que conheço de outros carnavais... E a tarefa continua, sem cessar, carnaval após carnaval: a minha caixinha vai ficando cada vez mais abarrotada de boas recordações. E quando estivermos velhinhos, bem velhinhos, fazendo cafuné nos cabelos brancos um do outro, o que vai valer é isso: uma caixa repleta de boas recordações para nos mostrar sempre: a vida valeu a pena.
  
Escrito por Mauro Maturana às 11:35
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